Alice Cooper
Alice Cooper - Discografia
Agora, o que esperar de um registro extraído da mesa de som de um concerto da turnê desse disco? Gravado em 30 de maio de 1973 no Metro Sports Arena de Minneapolis, essa bootleg é um dos melhores registros ao vivo do Alice Cooper que já ouvi até então. A performance chocante da trupe de Vincent estava cada vez mais doentia (conseqüentemente, mais atrativa para fãs e crítica) e o repertório estava soberbo pois, além dos clássicos anteriormente citados, conta-se com pérolas como School's Out, Under My Wheels, I'm Eighteen e lá vai pedrada.
Como o registro é de 1973, vale lembrar que Alice Cooper ainda era a banda e não a carreira solo de Vincent Furnier. E é digna de destaque a química entre os integrantes, além da habilidade dos mesmos em seus postos. No mais, pepita rara e degustante!
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Como o registro é de 1973, vale lembrar que Alice Cooper ainda era a banda e não a carreira solo de Vincent Furnier. E é digna de destaque a química entre os integrantes, além da habilidade dos mesmos em seus postos. No mais, pepita rara e degustante!
Qualquer fã da tia Alice tem noção de que "Billion Dollar Babies" é um dos discos mais notáveis do rock, não só da carreira do Cooper mas no geral. A genialidade da banda em suas composições extrapolava as barreiras do convencional e várias faixas desse petardo se tornaram clássicas, além de morarem nos repertórios do sr. Furnier: No More Mr. Nice Guy, Elected, I Love The Dead, entre várias outras.
Depois de passar por várias vertentes do Rock em sua carreira, Vincent Furnier resolveu voltar ao básico em 2003. “The Eyes of Alice Cooper” resgata a sonoridade do Alice Cooper Group, ou seja, aquele rockão básico, sem muita enrolação e com muita garra e paixão, com as letras que já são conhecidas graças à mente doentia de um alter-ego ultra-sarcástico. Difícil destacar alguma faixa, mas a participação do grande Wayne Kramer (MC5) em “Detroit City” é daquelas coisas que valem o disco. Aliás, na letra dessa música, Alice presta homenagem a vários dos companheiros que ajudaram a construir a reputação da cena local. São citados Ted Nugent, Iggy Pop, MC5, Bob Seger, David Bowie (como seu personagem Ziggy Stardust), entre tantos outros, inclusive alguns mais recentes.
A banda de apoio dá um show à parte e faz com que embarquemos em uma máquina do tempo direto aos anos 70. Nem preciso dar destaque para Eric Singer, pois é algo óbvio. Uma excelente pedida para quem quer Rock N’ Roll puro e simples, descompromissado, mas ao mesmo tempo feito com seriedade por quem entende do riscado. Sem nada mais a dizer, vá em frente. Só tome cuidado, pois os olhos de Alice Cooper enxergam além do que sua mente pode imaginar.
A banda de apoio dá um show à parte e faz com que embarquemos em uma máquina do tempo direto aos anos 70. Nem preciso dar destaque para Eric Singer, pois é algo óbvio. Uma excelente pedida para quem quer Rock N’ Roll puro e simples, descompromissado, mas ao mesmo tempo feito com seriedade por quem entende do riscado. Sem nada mais a dizer, vá em frente. Só tome cuidado, pois os olhos de Alice Cooper enxergam além do que sua mente pode imaginar.
O ano de 1994 foi marcante na história da música dita "alternativa". O grunge entrou em decadência com a morte de Kurt Cobain (Nirvana); bandas como Placebo, Coal Chamber, Muse e Limp Bizkit se formariam; o Green Day estava bombando e o Blink-182 acabava de estrear. Mas e o rock n' roll? Phil Rudd acabaria de voltar para o AC/DC, o Kiss e o Black Sabbath estavam com excelentes formações mas com baixas vendagens em comparação às suas respectivas fases clássicas e o 80's Hard Rock já havia desaparecido do mapa, qualquer gravadora que lançasse um disco de uma banda nos moldes do Poison (na época, sem C.C. DeVille) e do Mötley Crüe (na época, sem Vince Neil) já podia declarar falência. Dessa safra, só o Tesla, o Aerosmith e o Bon Jovi estavam realmente vendendo bem, mesmo já não tendo tanto dos anos 80 em seu som.
Mas isso tudo é citado sem lembrar do mestre do Shock Rock - o incrível Alice Cooper. Sem mudar seu estilo e ainda voltando às suas raízes, compondo um álbum conceitual, "The Last Temptation" é lançado em julho de 1994 pela Epic Records (seu último lançamento com tal gravadora) e retrata a história de Steven, um personagem criado por Cooper que aparece no disco "Welcome To My Nightmare" e na música Wind-Up Toy de "Hey Stoopid", juntamente de um misterioso showman. Steven é persuadido a entrar em seu show, The Theatre Of The Real - The Grandest Guignol, resistindo à várias tentações por todo o tempo. Curiosamente, Grand Guignol foi um teatro francês conhecido por exibir inúmeras peças de terror. A história de "The Last Temptation" acompanha uma história em quadrinhos feita pelo conceituado Neil Gaiman, publicada pela Marvel Comics, homônimo ao álbum, além do showman anteriormente citado ser retratado no gibi como o próprio Cooper.
Se tia Alice já fazia ótimas letras mesmo não lançando álbuns conceituais, qualquer fã (ou até mesmo não-fã, basta apreciar boas letras) já pode esperar de "The Last Temptation" composições fantásticas, ainda mais com a participação de Chris Cornell (Soundgarden), Jack Blades (Night Ranger, Damn Yankees), Tommy Shaw (Styx, Damn Yankees), Jim Vallance (compositor renomado que já trabalhou com Ozzy Osbourne, Aerosmith, Scorpions e Kiss) e Mark Hudson (produtor que já trabalhou com Ringo Starr e até com o Baha Men). Do processo lírico, destaco Nothing's Free, Cleansed By Fire, Bad Place Alone e Lost In America (a melhor do disco, na minha opinião).
O aspecto musical deixa um pouco a pimposidade da década de 1980 que Vincent Furnier havia encorporado em seu som em "Constrictor", "Trash" e "Hey Stoopid" e permite que a musicalidade dos anos 1970 seja explorada de forma com que se misture com um pouco do Hard Rock oitentista e com um pouco de contemporaneidade, visto que a produção soa deveras moderna e algumas faixas sairiam bem diferentes caso feitas na década de 1970. Do processo musical, It's Me, Sideshow, Bad Place Alone e Lost In America são dignas de destaque.
"The Last Temptation" não só representa uma volta de Alice Cooper ao rock n' roll divertido que é, ao mesmo tempo, chocante e visceral que o consolidou como "o vilão do rock" mas também foi uma volta comercial de mr. Furnier, emplacando hits como Lost In America e It's Me nas rádios e na MTV. Mais um dos álbuns fantásticos com o selo de qualidade de Alice Cooper!
Mas isso tudo é citado sem lembrar do mestre do Shock Rock - o incrível Alice Cooper. Sem mudar seu estilo e ainda voltando às suas raízes, compondo um álbum conceitual, "The Last Temptation" é lançado em julho de 1994 pela Epic Records (seu último lançamento com tal gravadora) e retrata a história de Steven, um personagem criado por Cooper que aparece no disco "Welcome To My Nightmare" e na música Wind-Up Toy de "Hey Stoopid", juntamente de um misterioso showman. Steven é persuadido a entrar em seu show, The Theatre Of The Real - The Grandest Guignol, resistindo à várias tentações por todo o tempo. Curiosamente, Grand Guignol foi um teatro francês conhecido por exibir inúmeras peças de terror. A história de "The Last Temptation" acompanha uma história em quadrinhos feita pelo conceituado Neil Gaiman, publicada pela Marvel Comics, homônimo ao álbum, além do showman anteriormente citado ser retratado no gibi como o próprio Cooper.
Se tia Alice já fazia ótimas letras mesmo não lançando álbuns conceituais, qualquer fã (ou até mesmo não-fã, basta apreciar boas letras) já pode esperar de "The Last Temptation" composições fantásticas, ainda mais com a participação de Chris Cornell (Soundgarden), Jack Blades (Night Ranger, Damn Yankees), Tommy Shaw (Styx, Damn Yankees), Jim Vallance (compositor renomado que já trabalhou com Ozzy Osbourne, Aerosmith, Scorpions e Kiss) e Mark Hudson (produtor que já trabalhou com Ringo Starr e até com o Baha Men). Do processo lírico, destaco Nothing's Free, Cleansed By Fire, Bad Place Alone e Lost In America (a melhor do disco, na minha opinião).
O aspecto musical deixa um pouco a pimposidade da década de 1980 que Vincent Furnier havia encorporado em seu som em "Constrictor", "Trash" e "Hey Stoopid" e permite que a musicalidade dos anos 1970 seja explorada de forma com que se misture com um pouco do Hard Rock oitentista e com um pouco de contemporaneidade, visto que a produção soa deveras moderna e algumas faixas sairiam bem diferentes caso feitas na década de 1970. Do processo musical, It's Me, Sideshow, Bad Place Alone e Lost In America são dignas de destaque.
"The Last Temptation" não só representa uma volta de Alice Cooper ao rock n' roll divertido que é, ao mesmo tempo, chocante e visceral que o consolidou como "o vilão do rock" mas também foi uma volta comercial de mr. Furnier, emplacando hits como Lost In America e It's Me nas rádios e na MTV. Mais um dos álbuns fantásticos com o selo de qualidade de Alice Cooper!
Links:
- Metro Sports Arena, Minneapolis [1973]
- The Eyes Of Alice Cooper [2003]
- The Last Temptation [1994]Brutally Live [2000
- Fistful of Alice [1997]
- An All-Star Salute to Alice Cooper [2005]
- Dragon Town (Special Edition) [2002]CD1 e 2
- Along Came A Spider [2008]
- School's Out [1972]Trash [1989]
- Constrictor [1986]
- Killer [1971]


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