Filmes - Glauber Rocha
Amazonas, Amazonas - Glauber Rocha (1966)
Filme encomendado (pelo Departamento de Turismo e Pr
omoções do Amazonas), do gênero documentário clássico, sobre as belezas e riquezas naturais da região Amazônica. Podemos considerar tipicamente glauberianos: o arrebatamento lírico das tomadas, e a insistência bem característica sobre as preocupações nacionalistas e progressistas do diretor, com a presença muito concreta da imagem das pessoas no trabalho, nas seqüências urbanas, e do produto, da mercadoria.Fonte: livro “Glauber Rocha” de Sylvie Pierre, (Papirus Editora, 1996.).
“Cheguei no Amazonas com uma idéia pré-concebida e descobri que não existia a Amazônia lendária e mágica, a Amazônia dos crocodilos, dos tigres, dos índios, etc...(Glauber, em “Revolução do Cinema Novo”, pg. 79).
Obs: primeiro ensaio à cores de Glauber, rodado entre “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Terra em Transe”.
(Textos retirados de tempoglauber.com.br)
Agradecimentos: olavocpa/mko
TV Rip - Xvid - 528x368 - 15 Min. [124MB]
Download: Megaupload
Um Homem Sem Importância (Alberto Salvá - 1971)
O filme mostra um dia na vida de Flávio (Oduvaldo Vianna), desempregado e com 30 anos, enquanto ele busca emprego, passando por várias situações, desde entrevistas e entregas de currículos, até encontros inusitados com personagens alheios a seus objetivos. YouTube 1 / YouTube 2Cabeças Cortadas (Glauber Rocha - 1970)
Em um castelo, localizado em algum país do Terceiro Mundo, Diaz vive em delírio, sonhando com o poder que ele teve em Eldorado (mesmo país imaginário de Terra em Transe), e oprimindo índios, trabalhadores e camponeses.O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (Glauber Rocha - 1969)
Glauber o Filme - Labirinto do Brasil (Silvio Tendler - 2004)




Documentário sobre a vida e a morte de Glauber Rocha, o polêmico cineasta baiano que revolucionou o cinema, promovendo uma radical revisão na cultura brasileira. Imagens do enterro, depoimentos recentes de quem acompanhou sua trajetória, seu pensamento e idéias, explodem na tela num filme-tributo à memória de um artista que idealizava um cinema independente e libertário.
- Melhor Filme pelo júri popular no Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, em 2003
- Melhor Filme pela crítica no Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, em 2003.
- Prêmio de melhor filme que utilizou a pesquisa cinematográfica pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB).
- Melhor roteiro, Melhor direção de produção e Melhor longa, no 11º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, 2004.
- No Prêmio Adoro Cinema Brasileiro 2005 recebeu o prêmio de melhor diretor de documentário.
- Melhor Filme pelo júri popular no Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, em 2003
- Melhor Filme pela crítica no Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, em 2003.
- Prêmio de melhor filme que utilizou a pesquisa cinematográfica pelo Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB).
- Melhor roteiro, Melhor direção de produção e Melhor longa, no 11º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, 2004.
- No Prêmio Adoro Cinema Brasileiro 2005 recebeu o prêmio de melhor diretor de documentário.
- Glauber Rocha falece no dia 22 de agosto de 1981, aos 42 anos.
- A idéia de filmar o velório e o enterro de Glauber Rocha surgiu quando Sílvio Tendler foi ao hospital onde o cineasta tinha acabado de morrer. Cacá Diegues e Joaquim Pedro de Andrade falaram que iriam filmar e queriam alguém da sua geração. Silvio estava em evidência por causa do filme Os Anos JK, mas ficou reticente. Falou que não tinha clima para isso, mas eles disseram: "Faz que nem o Glauber fez com Di", conta Tendler.
- Ele repetia assim o próprio Glauber, que, em 1976, filmou o velório de Di Cavalcanti. O filme de Glauber sobre o pintor ganhou prêmio especial no Festival de Cannes, mas está até hoje proibido no Brasil por uma decisão da filha de Di, Elizabeth Cavalcanti.
- Os câmeras foram Fernando Duarte e Walter Carvalho. Havia um terceiro cinegrafista, que não agüentou. Quando viu Glauber, ele desligou a câmera e saiu.
- As imagens do funeral do cineasta são interditadas pela família durante dezoito anos. No entanto, Tendler não desiste de fazer um filme com aquelas imagens. A longa espera serve para amadurecer a idéia e convencer dona Lucia, mãe de Glauber, a liberar o material.
- Silvio Tendler viu pela primeira vez em 1999 as cenas filmadas no velório e no enterro de Glauber Rocha.
- Som do filme se perdeu no translado da Embrafilme para a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, os rolos de fita se perderam. Só conseguiu recuperar o som da entrevista com Darcy Ribeiro.
- Quatro anos depois, de liberado, o filme está pronto, totalizando 22 anos entre o ínicio do projeto e sua finalização.
- Foi o único filme aplaudido de pé no Festival de Brasília, eleito melhor filme pelo júri popular, e, segundo um jornal local os filmes de Glauber esgotaram-se nas locadoras da cidade, no dia seguinte a exibição.
- Mais de 30 personalidades do mundo do cinema e da cultura são entrevistadas.
- "Eu quis falar sobre a pessoa dele, não sobre a obra, e também quis dessacralizar o mito." Silvio Tendler
Rocha que Voa (Eryk Rocha - 2002)
O exílio em Cuba de 1971 a 1972, um dos períodos menos conhecidos da vida do diretor Glauber Rocha, coincide com um período de grande euforia e discussão em torno do papel das artes na revolução social e política dos países da América Latina e do Terceiro Mundo. Glauber, com sua fala barroca e poética, propõe o cinema como o principal instrumento cultural e político para a promoção da unidade latino-americana, servindo como fio condutor para a reconstituição do Cinema Novo brasileiro e do Cinema Revolucionário cubano.- Eryk Rocha, diretor de Rocha que Voa, é filho do também diretor Glauber Rocha.
A Idade da Terra (Glauber Rocha - 1980)

"O filme mostra um Cristo-Pescador, interpretado pelo Jece Valadão; um Cristo-Negro, interpretado por Antônio Pitanga; mostra o Cristo que é o conquistador português, Dom Sebastião, interpretado por Tarcísio Meira e mostra o Cristo Guerreiro-Ogum de Lampião, interpretado pelo Geraldo Del Rey. Quer dizer, os Quatro Cavaleiros do Apocalipse que ressuscitam o Cristo no Terceiro Mundo, recontando o mito através dos quatro evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João, cuja identidade é revelada no filme quase como se fosse um Terceiro Testamento. E o filme assume um tom profético, realmente bíblico e religioso".Glauber Rocha
- A Idade da Terra causou grande impacto, dividiu a crítica e arrancou elogios de intelectuais e cineastas, como o escritor Alberto Moravia e Michelangelo Antonioni que o considerou "uma lição de cinema moderno".
- Último filme de Glauber Rocha.
- Baseado em poema de Castro Alves.
- O filme se dispõe a retratar o Brasil, seu jogo político e as diversas implicações de sua mistura de raças e culturas.
Os Pensadores do Cinema Brasileiro (Glauber Rocha)
Professora Regina Paula Motta (Dra. em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP) fala sobre Glauber Rocha. 56 minutos de entrevista. Arquivo de 52Mb.Importante para quem gosta de Glauber e do Cinema Novo. Análise do movimento cultural que permeou a produção cinematográfica de Glauber Rocha.
Palavra-chave: deslocamento de mentes da literatura para o cinema no Brasil; neo-realismo italiano; arquitetura da destruição; cenários naturais; personagens da vida real; utilização do cinema como instrumento de reflexão; abordagem da cultura brasileira; programa abertura; censura; "erros culturais"; educação brasileira; movimento underground; etc.
Resumo por Enzo Zanchetta (feito às pressas)
Semeando cultura!!!
Ajudem o blog a ser conhecido. Forte abraço.
Terra Em Transe

Senador Porfírio Diaz odia o seu povo, e pretende se coroar imperador de um país fictício chamado Eldorado, para impor ao povo todas as suas vontades. Mas existem outros homens que querem esse poder e lutar contra este poder.
- Em abril de 1967 o filme foi proibido em todo território nacional, por ser considerado subversivo e irreverente com a Igreja. Depois foi liberado com a condição de que se desse um nome ao padre interpetrado por Jofre Soares.
- Luiz Carlos Barreto, Carlos Diegues, Raimundo Wanderley juntos com Glauber Rocha foram Produtores Associados no filme.
- Em abril de 1967 o filme foi proibido em todo território nacional, por ser considerado subversivo e irreverente com a Igreja. Depois foi liberado com a condição de que se desse um nome ao padre interpetrado por Jofre Soares.
- Luiz Carlos Barreto, Carlos Diegues, Raimundo Wanderley juntos com Glauber Rocha foram Produtores Associados no filme.
Claro (Glauber Rocha - 1975)

Filmado na capital da Itália em 1975, tendo como cenário e a cultura romana como alvo, ''Claro'' não tem enredo narrativo e uma estrutura tradicional, misturando ópera (sobretudo a partir da trilha musical que reúne Bellini e Villa-Lobos), documentário, filme-testemunho e ensaio. A presença no elenco do polêmico realizador italiano Carmelo Bene e da atriz francesa Juliet Berto valorizam um filme irreverente, provocativo, um dos mais autorais de Glauber e no qual sua assinatura indelével se corporifica a cada plano.
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