Filmes - Dziga Vertov
KINO-PRAVDA (1922 - 1925)
CINEASTA: DZIGA VERTOV
GÊNERO: DOCUMENTAL
DIÁLOGO: S/D
LEGENDA: POB [PARCIAL]
Intertexto: Inglês/Russo
FORMATO: AVI
Kino-pravda (Cinema-verdade) foi dirigido e produzido por David Kaufman Abelevich, nascido em uma família judia de intelectuais em Białystok, na Polónia. Kaufman adotou o nome de Dziga Vertov (DZIGA - palavra ucraniana que significa roda que gira sem cessar; e VERTOV - do russo vertet que significa rodar, girar) aos 19 anos, mais ou menos por essa idade Vertov estudava música, medicina e escrevia poemas.
Após o discurso em que Lenin considera o cinema como o principal meio de divulgação da nova ordem social que se instala na União Soviética, Vertov se põe à disposição do Kino Komittet de Moscou (1918) tornando-se redator e montador do primeiro cine-jornal de atualidades do Estado Soviético, o Kinonedelia (Cinema Semana). Em 1922, junto com sua mulher Svilova e seu irmão Mijail (câmera), Vertov cria o "Conselho dos Três", se denominando kinors (composto das palavras russas kino + oko: cinema-olho). A partir daí dão início ao projeto Kino-Pravda, produzindo 23 "capítulos" desse projeto, nele descreve os consequentes da Revolução Russa.
É interessante o fato deste movimento cujo nome deriva de "documentário" estar ao lado de estilos como Hollywood, Nouvelle Vague e Neo-Realismo. O sucesso deste documentário deveu-se à forma honesta como o realizador representou o povo Russo sem recurso a efeitos especiais ou pós-produções complexas. A partir do filme criou-se o conceito de “film-truth”: tentar captar fragmentos da atualidade que quando estruturados permitissem mostrar um significado mais profundo.
Após o discurso em que Lenin considera o cinema como o principal meio de divulgação da nova ordem social que se instala na União Soviética, Vertov se põe à disposição do Kino Komittet de Moscou (1918) tornando-se redator e montador do primeiro cine-jornal de atualidades do Estado Soviético, o Kinonedelia (Cinema Semana). Em 1922, junto com sua mulher Svilova e seu irmão Mijail (câmera), Vertov cria o "Conselho dos Três", se denominando kinors (composto das palavras russas kino + oko: cinema-olho). A partir daí dão início ao projeto Kino-Pravda, produzindo 23 "capítulos" desse projeto, nele descreve os consequentes da Revolução Russa.
É interessante o fato deste movimento cujo nome deriva de "documentário" estar ao lado de estilos como Hollywood, Nouvelle Vague e Neo-Realismo. O sucesso deste documentário deveu-se à forma honesta como o realizador representou o povo Russo sem recurso a efeitos especiais ou pós-produções complexas. A partir do filme criou-se o conceito de “film-truth”: tentar captar fragmentos da atualidade que quando estruturados permitissem mostrar um significado mais profundo.
"Eu sou um cine-olho. Eu sou um construtor. Eu te coloquei num espaço extraordinário que não existia até este momento. Nesse espaço tem doze paredes que eu registrei em diversas partes do mundo. Justapondo a visão dessas paredes e alguns detalhes consegui dispô-las numa ordem que te agrada e edifiquei, da forma adequada, sobre os intervalos, uma cine-frase que é, justamente, esse espaço. Eu, cine-olho, crio um homem muito mais perfeito que aquele que criou Adão, crio milhares de homens diferentes segundo desenhos distintos e esquemas pré-estabelecidos.
Eu sou o cine-olho. Tomo os braços de um, mais fortes e hábeis, tomo as pernas de outro, melhor construídas e mais velozes, a cabeça de um terceiro, mais bonita e expressiva e, pela montagem, crio um homem novo, um homem perfeito."
Dziga Vertov
(GRANJA, Vasco. Dziga Vertov. Livros Horizonte, 1981)
06. Kino-Pravda (1922) - 88MB
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20. Pionerskaia-Pravda (1923) - 63MB
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23. Radio-Pravda (1925) - 82MB
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UM HOMEM COM UMA CÂMERA (1929)
CINEASTA: DZIGA VERTOV
GÊNERO: EXPERIMENT/DOCUMENT.
DIÁLOGO: S/D
LEGENDA: PORTUGUÊS [SOBREPOSTA]
TAMANHO: 473MB
FORMATO: AVI
SINOPSE: Grande marco do cinema soviético do período Lenin. Cheloveks Kinoapparatom (título original) é o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov, o artista preferido do governo soviético, criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov. Cópia remasterizada do negativo de 35 mm. Estreado em Pordenone, no Teatro Verdi, em 14 de Outubro de 1995. Produzido para vídeo por David Shepard. Conteúdo especial desta edição 1996 Film Preservation Associates.
PARTE1 - PARTE2 - PARTE3 - PARTE4 - PARTE5CÂMERA OLHO - TRÊS CANÇÕES PARA LENIN (1934)
CINEASTA: DZIGA VERTOVGÊNERO: DRAMA/DOCUMENTÁRIO
TEXTO: RUSSO
LEGENDA: PORTUGUÊS
TAMANHO: 368MB
FORMATO: AVI
SINOPSE: Esta compilação dirigida pelo soviético Dziga Vertov, criador do “cinema-olho”, investiga o país do famoso Vladimir Ilich Lenin (1870-1924), em três filmes de curta-metragem que abordam sua vida, carreira política e a importância de sua figura na História. Mudo e em preto e branco.
PARTE1 - PARTE2
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